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Onde comer (e beber) bem em Lisboa, parte I – Comida tradicional

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Come-se muito bem em Lisboa. E come-se muito barato também (ainda mais pra quem vive no Rio Olímpico…). Eu poderia, aliás, resumir essa série de posts como “entre em qualquer tasca” (o restaurante tradicional de lá) que você se daria muito bem. Listo aqui as que foram testadas e aprovadas por mim, antes de me aventurar por outras paragens.  

O Zé da Mouraria: Há  um livro chamado “As 50 melhores tascas de Lisboa” (ótimo pra quem vai ficar mais tempo na capital) que lista, entre as 50, o top 7. E o Zé da Mouraria está lá. Reza a lenda que essa tasquinha serve o melhor bacalhau de Lisboa, mas quer saber? Qualquer birosca lá serve um bacalhau muito melhor do que estamos acostumados a comer aqui. O bacalhau do Zé é, de fato, excelente, mas olha, os bifinhos de atum (carnudos, no ponto perfeito) e os chocos no carvão são ainda melhores. € 40 para dois. Rua João do Outeiro, 24/26, Mouraria.

Bifinhos de atum do Zé da Mouraria

Bifinhos de atum do Zé da Mouraria

Maçã Verde: Vai pegar o trem pra qualquer lugar em Santa Apolónia? Então programe-se pra almoçar nessa tasca simplérrima, baratíssima e de comida maravilhosa, também no top 7 do livro ali de cima. Os chocos são ótimos, mas os Secretos de Porco Preto no carvão, meu amigos, são maravilhosos. € 20 para dois. Rua dos Caminhos de Ferro, 84, Santa Apolónia.

ISSO são mini grenadinos

ISSO são mini grenadinos

Solar dos Presuntos: Esse foi quase uma meta. No ano passado, tentamos e demos com a cara na porta, porque eles não abrem no domingo. Dessa vez, de tanto ouvir um amigo dizer que tínhamos que conhecer, nos programamos e tivemos um ótimo jantar em família. É caro? É. Mas valeu a pena? Horrores. É um restaurante super tradiça, tanto que Deusa e o mundo já foram lá (na porta você dá de cara com uma foto do dono abraçado ao Beckham) e uma TV do tamanho de um bonde fica passando uns slides com fotos dos ilustres que passaram pela casa, como se não bastassem as fotos preenchendo a parede. Tão cafona quanto divertido. Comi um raro pastel de bacalhau quente, uma paella sensacional e fui muito feliz. € 70 para dois. Rua das Portas de Santo Antão, 150, Avenida da Liberdade.

Leia mais: Todos os truques para se dar bem nos restaurantes portugueses

Príncipe do Calhariz. Outro lugar resenhado entre as 50 melhores tascas, e outro lugar sensacional. Fiz duas perguntas ao garçom e as respostas foram em forma de comida deliciosa. “O que são mini grenadinos?”. São bifes de vitela entremeados (como se costurados) com bacon, cobertos com alho e levemente grelhados. Cacete, como é bom. “O que é farófia?”. Essa o moço, que era brasileiro, nem se deu o trabalho de explicar. Foi na geladeira e voltou com uma taça recheada com um doce gigante de claras em neve e molho de gema com baunilha e açúcar. Fo-da. € 20 para dois. Calçada do Combro, 28-30, Bairro Alto.

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A Licorista e o Bacalhoeiro. Essa é mais uma casa listadas entre as melhores tascas da capital. Ou seriam essas? Fusão dos tradicionais A Licorista e O Bacalhoeiro, o restaurante serve um bacalhau com natas muito delícia. € 15 para dois. Rua dos Sapateiros, 218/222, Baixa. 

Pateo 13. Esse fica numa pracinha (ou melhor, numa calçadinha) entre as ladeiras de Alfama. Lá, a variedade de peixes e frutos do mar é bem grande, mas em vez de pedir um peixe espada ou um linguado eu resolvi me manter na tradição e comi deliciosas sardinhas grelhadas. € 30 para dois. Calçadinha de Santo Estevão, 13, Alfama.

* Os preços médios são estimativas do Zomato

Guia (prático) pra você comer bem em Portugal

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Lisboa é um dos lugares mais incríveis do mundo. Poderia passar horas discorrendo sobre todas as maravilhas da capital, suas colinas, as cores (sério, A LUZ daquele lugar), os recantos… Também poderia tecer loas ao Porto, babar nas muralhas de Óbidos e falar sobre como achei impressionante o Cabo da Roca. Mas isso aqui é um blog de gastronomia e não de viagem (pra isso, visitem o ótimo Almost Locals), então vamos ao que interessa. Não, ainda não é post sobre restaurante. Calma, esses ainda vão vir. Mas antes de você se sentar à mesa e abrir sua ementa, se liga nessas dicas (life hacks!) pra não passar perrengue.

1. Leve cash, bufunfa, dinheiro vivo. São raras as casas que aceitam cartão.

2. Baixe o Zomato, que é muito mais usado por lá que o Foursquare/TripAdvisor/Yelp e ainda tem a lindeza de ter fotos dos cardápios com os pratos e preços. Falamos dele aqui.

3. Beba vinho. Qualquer vinho da casa lá é bom, e qualquer vinho daqueles que você paga R$ 50 reais no mercado aqui no Brasil sai por coisa de 1-2 euros no Continente ou no Pingo Doce (aliás, leve uma mala extra pra trazer vinhos, queijos e enlatados, sim?). Nos restaurantes, a garrafa (que aqui custa entre R$ 90-R$100) costuma sair por coisa entre 10-15 euros, dos lugares mais baratos aos mais caros.

4. Mas como lá costuma fazer MUITO calor no verão (sério, cariocas, é calor MESMO), você vai querer precisar de um chope se estiver indo por agora. Em Lisboa, o nosso chopinho se chama “imperial” e é menina: se diz “uma imperial”. No Porto (e no Norte do país em geral), é “um fino” (e quando você pede vem cerveja dentro, e não maconha). Geralmente você encontra chope da Sagres ou Superbock.

5. Sim, falamos o mesmo idioma. Mas sim, os cardápios (ou “ementas”…) parecem ter sido escritos em outra língua, e uma muito esquisita. Um pequeno glossário pra você saber o que tá comendo: “choco” é um tipo de lula, “lavagante” é um tipo de lagosta, “gamba” é camarão e “sapateira” é caranguejo. “Prego” lá é coisa boa: um sanduíche de pão com bife, mas “sande” (que também é menina) é sanduíche.  Ah, sim, e “bifana” é um ooooutro tipo de sanduíche, de pão com porco. “Bitoque” é tipo um bife a cavalo.

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6. Em Roma como os Romanos, em Portugal coma bolinhos de bacalhau. Lá, eles se chamam “pastel de bacalhau” e são, geralmente, servidos frios, o que dá raiva. Ah, chamar aquele docinho típico de pastel de Belém é o mesmo que se referir a lâmina de barbear por “gilete”. Pastel de Belém é marca. Se quiser pedir um doce desses em qualquer birosca e não levar uma patada, é “pastel de nata” que fala.

7. Falando em doce de ovo… é incrível a quantidade de variações sobre o mesmo tema que eles conseguiram criar. Vai MUITO além do quindim, do chuvisco e dos fios de ovos. Experimente tudo (se seu colesterol estiver de boa, obviamente).

8. Quer economizar uns trocados em tempos de euro a R$ 4+? Dispense o couvert que eles saem colocando na mesa como hábito, e que geralmente é cobrado por pessoa. Depois de uns dias, você vai estar de saco cheio de tanto pão com manteiga e azeitonas (embora seja tudo foda), vai por mim.

9. Curiosamente, eles quase nunca colocam azeite e sal na mesa. Talvez por que as comidas venham NADANDO em azeite (sério, não tem economia)? Provável. Mas às vezes vale pedir. Ah, e nunca tem adoçante, os cafés vêm acompanhados de sachês de açúcar. Tem que pedir também.

10. A maioria dos restaurantes fecha às 15h e reabre por volta das 19h, para o jantar. És do tipo que almoça tarde? Pois reveja seus hábitos durante sua estadia em solo português. Ah, sim, e muito restaurante fecha aos domingos (pra isso serve o Zomato, que falei lá em cima, viu?).

11. Serve pra qualquer lugar do mundo, mas… não custa lembrar: chegando lá, compre a “Time Out” pra ficar por dentro dos eventos da semana.

12. Quer evitar viver a piada dos brasileiros que pediram “um café, por favor”, “dois”, “três” e acabaram com seis xícaras sobre a mesa? Consulte o guia da cafetaria lisboeta do Almost Locals.

Tem mais dicas? Compartilha aí nos comentários!

* A foto que abre o post é do Vitor Fernandes

ASSINATURA Liv

Onde comemorar o Dia dos Namorados no Rio?

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lasai-entradas

Opa, opa! Domingo é dia de fazer aquela média com o ser amado e de trocar a reunião ogra em família por um almocinho romântico a dois (ou jantarzinho na véspera) e a gente já ouviu essa pergunta umas 285739583 vezes só em 2016. Sim, sabemos que sair pra comer no Dia dos Namorados pode ser um inferno, você precisa se planejar, reservar, e mesmo assim acaba enfrentando fila. Fazeroquê, né? O mundo é capitalista e a gente acaba cedendo a essas datas comerciais porque a gente é trouxa por amor. Mas se é pra passar um perrenguezinho, que pelo menos a comida e o ambiente e a experiência valham a pena, né? Então vai na certa: listamos restaurantes cariocas testados e aprovados, a maioria por nós duas! Cola com o DFC que você se dá bem – e não esquece de reservar o restaurante viu, olha o papelão com o crush.

Í Bistrô: O restaurante do hotel Grand Mercure, na Barra, já entrou na nossa listinha de melhores do Rio. Também pudera, o cardápio da chef Morena Leite, com releituras de clássicos da culinária brasileira, é espetacular, sem exageros. Para a data, o hotel preparou um pacote que inclui voo de helicóptero pela região (!!!) e jantar (de três cursos) a dois, tudo na noite do dia 11. Sai tudo por R$ 1.500 para o casal, sem bebidas. Pra quem quiser sem emoção, vai rolar nos dias 11 e 12 um menu completo por R$ 325, o casal. Ainda há um pacote especial de hospedagem para o final de semana. Para saber mais sobre o Í Bistrô, você clica aqui.

Zazá Bistrô: Esse é pra quem curte uma pegada mais cool, charmosa, elegante, moderninha, saca? O restaurante de Zazá Piereck, em Ipanema, preparou três opções com entrada, prato principal e sobremesa para a data (aliás, fica a dica: quase todos os restaurantes fazem isso, não vá esperando comer aquele prato que você ama do menu normal). Os menus, um deles só de novidades assinadas pelo chef Rodrigo Tristão, serão servidos no jantar dos dias 11 e 12 e saem por R$ 190 por pessoa. Pirei no que oferece ostras empanadas com molho ponzu de maracujá, panelinha oriental de camarões e frango orgânico com curry vermelho tailandês e tortinha de maçã assada com sorbet de limão. Mais sobre o nosso AMOR ao Zazá? Aqui. 

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Abelardo: Mais restaurante de hotel sim, senhor. A casa, no Hilton Barra, que a gente visitou, adorou e escreveu sobre, preparou o que eles chamam de “experiência sensorial romântica”. O chef argentino Emiliano Sabino explora os cinco sentidos guiado pelo vermelho-da-paixão. O cardápio com couvert, entrada, principal e sobremesa será servido nos dias 11 e 12 por R$ 300 (incluindo apenas bebidas não alcoólicas). Além do menu, as mesas estarão iluminadas por velas, e as noites serão embaladas por música instrumental ao vivo.

Paris Gastrô: És um romântico à moda antiga? Então vais amar o ambiente do restaurante da Casa Julieta de Serpa, no Flamengo. De inspiração francesa e decoração digna dos mais elegantes palácios, a casa serve um ótimo menu degustação (aprovado pelas duas!). Como quem já comemorou Dia dos Namorados lá, uma recomendação: ligue para se certificar qual o menu especial do dia e se consegue reserva no próprio restaurante, que é muito legal que os outros espaços do centro cultural. 

Olympe: A gente baba tanto nos pratos que o Claude Troigros prepara nos 34862 reality shows que ele faz… Ocasiões como essa são perfeitas pra quebrar o porquinho e finalmente experimentar todo o tomperro que a gente só viu pela TV.  Nina jura que nunca foi tão feliz no Rio quando no Olympe, e eu acredito piamente. Quer saber mais? Lê aqui, ó.

Wagyyu no Olympe

Wagyyu no Olympe

Lasai: outro testado e aprovado pelas duas titulares desse blog, o Lasai é uma experiência: o restaurante do chef Rafa Costa e Silva, em Botafogo, só funciona com reserva, os menus estão em constante renovação pra aproveitar os produtos da época, a culinária é inventiva, deliciosa, incrível, impressionante e… cara. Pra quem quiser gastar, mas ser maravilhosamente recompensado por isso. Tem post aqui.

Térèze: Eu sempre falo que o Rio é mais bonito quando visto de cima e quer coisa mais romântica que jantar com vista? Pois esse fato aliado ao cardápio sensacional do restaurante do Hotel Santa Teresa fazem deste um forte candidato para ganhar seu estômago no dia 12. Um dos meus pratos favoritos da vida, um risoto de muqueca (que nem é principal, mas sim acompanhamento da lagosta sensa) é de lá. Mais aqui.

Rubaiyat: Comer olhando pras pistas de turfe? Por quê não? Filial do famoso restaurante de São Paulo, o Rubaiyat é uma ótima pedida pra quem curte um ambiente mais formal e sofisticado. Só cuidado para não comer demais, porque né, dia dos namorados.Tem post? Tem post.

Puro: Acho o Horto um oásis no Rio, e o Puro faz parte disso. O lugar é lindo, super aconchegante e a comida é bem gostosa. Se não estiver muito frio, peça uma mesa na varanda do segundo andar que é muito amor. Falamos sobre o restaurante nesse post aqui, ó.

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Japa B: O Seidô, de que falei aqui, foi reformulado e deu lugar ao Japa B. Tudo bem que o clima da casa do Jardim Botânico já não é mais romântico e cool como o de outrora (eu inclusive já comemorei o Dia dos Namorados lá), mas o lugar segue sendo ótimo. Também pudera: quem comanda a cozinha ainda é o chef Nao Hara, gênio das maravilhosidades japonísticas (dica: vá nos pratos quentes e nos sushis especiais, menos óbvios, vale a pena).

Tragga: Você é carnívoro, mas acha que churrascaria é coisa pra Dia das Mães? Então aproveite o amor no ar e vá ao Tragga. Não, a casa não serve só praquele almoção de domingo com a família, como a gente já bem descreveu aqui. Lá, os jantares lá podem ser românticos, deliciosos e embalados por uma coquetelaria bem boa.

El Born. Com preguiça de menu padrão? Tapas! O El Born tem um clima lúgubre, comidinhas pra partilhar e bebidinhas deliciosas. Ótimo para os casais mais moderninhos que querem fugir do climão restaurante romântico à luz de velas. Falamos dele aqui.

Crazy Cats. Outro com pegada de bar, o Crazy Cats é pra quem curte um climinha retrô, charmoso, escurinho, romantiquinho. Pra discutir a trilha sonora que vai de Elvis a Beach Boys, pra falar dos brinquedos e objetos antigos que adornam a vitrine do bar, pra conversar e celebrar o amor enquanto se petisca e se bebe. Leia mais aqui.

Le Vin: Opa! Bistrô nunca é demais. A casa preparou um menu super em conta (R$ 188 para dois!), com três cursos de pratos tradicionais e ainda uma taça de espumante de cortesia para cada um. Certeza que a Nina vai ficar doida com a ideia de um do macaron sabor uísque (Nota da Nina: socorro quero), oferecido na sobremesa. Tem post sobre a casa aqui, ó.

Formidable Bistrot. Oh, l’amour… Quer lugar mais romântico que a França? Mas já que o Rio não fica colado em Paris, nos resta emburacar num bistrozinho incrível que leva a gente direto pra Cidade Luz. Mais sobre a casa do chef Pedro Artagão, aqui.

Cipriani: Ainda na linha “restaurante de hotel”, que tal o mais emblemático do Rio? Fincado no Copacabana Palace, o Cipriani é o escolhido dos casais que querem um clima íntimo de romance e conversa ao pé do ouvido. É tradicionalíssimo (casais amam comemorar aniversário de casamento por exemplo), então se essa for sua opção, torce pra conseguir reserva! Se tiver sobrando negózdi dinheiro, tenta a mesa do chef – tem post sobre ela!

Risotto de Pêra do Cipriani

Risotto de Pêra do Cipriani

Entretapas: O que a gente sempre fala do Entretapas é que a comida não é de todo consistente (às vezes tá maravilhoso, às vezes nem tanto), mas se tem algo que a casa tem de ótimo é o climinha escurinho intimista, bons vinhos e ótimos drinks. E no fim, são tapas para compartilhar e você não vai ficar super cheio – o que é ótimo para o pós jantar (hãn?hãn?). Postzíssimo aqui.

Irajá Gastrô: Falando em climinha intimista, o Irajá é quase unanimidade. Como eles mudaram de cardápio recentemente (e, surpreendentemente a gente ainda não foi conferir), não temos como dar uma super indicação de prato – mas a comida é geralmente maravilhosa, viu? Dica extra da Nina: Se não conseguir reserva, vale chegar no final da noite pra tomar um vinho e comer bolo de chocolate sentado no sofá de espera ou no balcão lá fora (Nota da Nina: já fiz isso com o boy e é amor puro). Tem post antiguinho sobre o Irajá aqui.

 

 

As chicks


Liv Brandão.
30 anos, jornalista, libriana. Fala muito e basicamente sobre séries, comida, música, moda e beleza. O que já rende um bom papo de bar, né?


Nina Ribeiro.
29 anos, publicitária, feminista. Escreve sobre moda, bebe uísque, ama gatos e come absolutamente tudo (que não seja alérgica).

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A gente é legal, mas não se responsabiliza por cardápios, preços e horários de funcionamento divulgados nesse blog. Sempre cheque as informações antes de sair de casa!

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