Looking for Something?

Onde comer (e beber) bem em Lisboa, parte II – Os moderninhos

Author:
decastro1

Sim, a comida tradicional portuguesa é maravilhosa, mas nem só disso precisa viver o homem.  Lá tem comida de tudo que é tipo, pra agradar a qualquer paladar. Eu, que adoro uma comida contemporânea (na real, eu, que adoro comida, ponto) saí catando restaurantes fora do comum e fui muito feliz. Se liga nas dicas.

Pigmeu. Saca A Casa do Porco Bar, que resenhei há pouco tempo? Então, o Pigmeu é o primo lisboeta do restaurante paulistano. Sim, tudo lá é de porco, sim, tudo lá tem gostinho de paraíso. Quer ver só? Tiborna é uma espécie de bruschetta portuguesa. Lá, ele substituem o pão por uma “torrada” feita de… bacon. Croquetes de bochecha estufada? Divinos. Bochechas num frasquinho? Também. Barriga de porco cozida (ou “cozinhada” no português de lá) por 6h? Por favor. Ah, e as sobremesas são todas de porco também. A mousse de chocolate com presunto cru crocante é ó, divina. Uma dica? Almoce cedo no Mercado de Campo de Ourique, passeie pelo Jardim da Estrela, pela casa de Fernando Pessoas, e deixe pra jantar por lá. € 30 para dois. Rua 4 da Infantaria, 68, Campo de Ourique.

pigmeu1

Mercado da Ribeira: Essa é daquelas dicas óbvias, que todo mundo vai te dar e você tem que ir. É um galpão que reúne boxes de algumas das melhores casas da cidade, com curadoria da “Time Out” e preços começando em € 5. Comi em vários restaurantes de lá nas duas vezes em que fui e adorei todas: Tem O Prego da Peixaria (pregos gourmetizados, já falei dele aqui), Honorato (hamburgueria sensa!), uma versão mini do Sea Me (tem post aqui, amo!), além do chef Henrique Sá Pessoa, da Tartar-ia (sim, só vende tartar, delícia) e Croqueteria (croquete de alheira é a palavra chave). Av. 24 de Julho 49, Cais do Sodré.

Leia mais: Todos os truques para se dar bem nos restaurantes portugueses

Mercado de Campo de Ourique: Campo de Ourique é um bairro mais afastado do furdunço turístico, mas cheio de coisa legal pra visitar (Jardim da Estrela, Jardim da Estrela!). Uma delas, é o mercado, um meio termo entre um mercadão propriamente dito, com barracas de feira, peixaria etc e tal, e toda a legalzice do Mercado da Ribeira. É bem menor, com menos opções, mas todas adoráveis. Comemos no Contessa Antipasti (uma carpacceria, mas só pedimos tartar, haha, mas tava ótimo!), pedimos ostras no Mercado do Marisco, bebemos nossos drinks no Gin Corner e no Bar do Mercado (português AMA gin, herança dos espanhóis, me disseram, a carta desse gin corner era gigantesca), comemos trufas deliciosas (a de limão siciliano, minha deusa do céu) e bebemos café no Café do Mercado. Fizemos o circuito todo, basicamente, mas ainda há churrascaria, japonês, hamburgueria…. Vale a visita. R. Coelho da Rocha 104, Campo de Ourique.

tartaria

Sea Me. Falei dele aqui no blog no ano passado e fiz questão de voltar. A comida do Sea Me continua o casamento perfeito entre as culinárias portuguesa e japonesa (dessa vez achei o atendimento bem confuso, mas… a comida vale).

Leia mais: Procurando por restaurantes tradicionais portugueses em Lisboa? Clica aqui!

Sol e Pesca. Eu sou meio maluca pelos enlatados portugueses, tanto que fico arrasada toda vez que entro num supermercado brasileiro e só vejo atum e sardinha em lata. Pois toda a variedade de lulas, chocos, mexilhões, iguarias, potas dentro de conservas de alumínio ganha destaque no Sol e Pesca. O lugar, que é também uma loja de pescaria (e colada na Pensão Amor, que a gente vai falar em breve) tem um paredão de enlatados que são servidos super bem apresentados, como se fossem as mais finas iguarias. Rua Nova do Carvalho (a Pink Street), 44, Cais do Sodré.

* Os preços médios são estimativas do Zomato

ASSINATURA Liv

Onde comer (e beber) bem em Lisboa, parte I – Comida tradicional

Author:
solardospresuntos_dfc

Come-se muito bem em Lisboa. E come-se muito barato também (ainda mais pra quem vive no Rio Olímpico…). Eu poderia, aliás, resumir essa série de posts como “entre em qualquer tasca” (o restaurante tradicional de lá) que você se daria muito bem. Listo aqui as que foram testadas e aprovadas por mim, antes de me aventurar por outras paragens.  

O Zé da Mouraria: Há  um livro chamado “As 50 melhores tascas de Lisboa” (ótimo pra quem vai ficar mais tempo na capital) que lista, entre as 50, o top 7. E o Zé da Mouraria está lá. Reza a lenda que essa tasquinha serve o melhor bacalhau de Lisboa, mas quer saber? Qualquer birosca lá serve um bacalhau muito melhor do que estamos acostumados a comer aqui. O bacalhau do Zé é, de fato, excelente, mas olha, os bifinhos de atum (carnudos, no ponto perfeito) e os chocos no carvão são ainda melhores. € 40 para dois. Rua João do Outeiro, 24/26, Mouraria.

Bifinhos de atum do Zé da Mouraria

Bifinhos de atum do Zé da Mouraria

Maçã Verde: Vai pegar o trem pra qualquer lugar em Santa Apolónia? Então programe-se pra almoçar nessa tasca simplérrima, baratíssima e de comida maravilhosa, também no top 7 do livro ali de cima. Os chocos são ótimos, mas os Secretos de Porco Preto no carvão, meu amigos, são maravilhosos. € 20 para dois. Rua dos Caminhos de Ferro, 84, Santa Apolónia.

ISSO são mini grenadinos

ISSO são mini grenadinos

Solar dos Presuntos: Esse foi quase uma meta. No ano passado, tentamos e demos com a cara na porta, porque eles não abrem no domingo. Dessa vez, de tanto ouvir um amigo dizer que tínhamos que conhecer, nos programamos e tivemos um ótimo jantar em família. É caro? É. Mas valeu a pena? Horrores. É um restaurante super tradiça, tanto que Deusa e o mundo já foram lá (na porta você dá de cara com uma foto do dono abraçado ao Beckham) e uma TV do tamanho de um bonde fica passando uns slides com fotos dos ilustres que passaram pela casa, como se não bastassem as fotos preenchendo a parede. Tão cafona quanto divertido. Comi um raro pastel de bacalhau quente, uma paella sensacional e fui muito feliz. € 70 para dois. Rua das Portas de Santo Antão, 150, Avenida da Liberdade.

Leia mais: Todos os truques para se dar bem nos restaurantes portugueses

Príncipe do Calhariz. Outro lugar resenhado entre as 50 melhores tascas, e outro lugar sensacional. Fiz duas perguntas ao garçom e as respostas foram em forma de comida deliciosa. “O que são mini grenadinos?”. São bifes de vitela entremeados (como se costurados) com bacon, cobertos com alho e levemente grelhados. Cacete, como é bom. “O que é farófia?”. Essa o moço, que era brasileiro, nem se deu o trabalho de explicar. Foi na geladeira e voltou com uma taça recheada com um doce gigante de claras em neve e molho de gema com baunilha e açúcar. Fo-da. € 20 para dois. Calçada do Combro, 28-30, Bairro Alto.

macaverde_dfc

A Licorista e o Bacalhoeiro. Essa é mais uma casa listadas entre as melhores tascas da capital. Ou seriam essas? Fusão dos tradicionais A Licorista e O Bacalhoeiro, o restaurante serve um bacalhau com natas muito delícia. € 15 para dois. Rua dos Sapateiros, 218/222, Baixa. 

Pateo 13. Esse fica numa pracinha (ou melhor, numa calçadinha) entre as ladeiras de Alfama. Lá, a variedade de peixes e frutos do mar é bem grande, mas em vez de pedir um peixe espada ou um linguado eu resolvi me manter na tradição e comi deliciosas sardinhas grelhadas. € 30 para dois. Calçadinha de Santo Estevão, 13, Alfama.

* Os preços médios são estimativas do Zomato

Guia (prático) pra você comer bem em Portugal

Author:
bandeirapt_dfc

Lisboa é um dos lugares mais incríveis do mundo. Poderia passar horas discorrendo sobre todas as maravilhas da capital, suas colinas, as cores (sério, A LUZ daquele lugar), os recantos… Também poderia tecer loas ao Porto, babar nas muralhas de Óbidos e falar sobre como achei impressionante o Cabo da Roca. Mas isso aqui é um blog de gastronomia e não de viagem (pra isso, visitem o ótimo Almost Locals), então vamos ao que interessa. Não, ainda não é post sobre restaurante. Calma, esses ainda vão vir. Mas antes de você se sentar à mesa e abrir sua ementa, se liga nessas dicas (life hacks!) pra não passar perrengue.

1. Leve cash, bufunfa, dinheiro vivo. São raras as casas que aceitam cartão.

2. Baixe o Zomato, que é muito mais usado por lá que o Foursquare/TripAdvisor/Yelp e ainda tem a lindeza de ter fotos dos cardápios com os pratos e preços. Falamos dele aqui.

3. Beba vinho. Qualquer vinho da casa lá é bom, e qualquer vinho daqueles que você paga R$ 50 reais no mercado aqui no Brasil sai por coisa de 1-2 euros no Continente ou no Pingo Doce (aliás, leve uma mala extra pra trazer vinhos, queijos e enlatados, sim?). Nos restaurantes, a garrafa (que aqui custa entre R$ 90-R$100) costuma sair por coisa entre 10-15 euros, dos lugares mais baratos aos mais caros.

4. Mas como lá costuma fazer MUITO calor no verão (sério, cariocas, é calor MESMO), você vai querer precisar de um chope se estiver indo por agora. Em Lisboa, o nosso chopinho se chama “imperial” e é menina: se diz “uma imperial”. No Porto (e no Norte do país em geral), é “um fino” (e quando você pede vem cerveja dentro, e não maconha). Geralmente você encontra chope da Sagres ou Superbock.

5. Sim, falamos o mesmo idioma. Mas sim, os cardápios (ou “ementas”…) parecem ter sido escritos em outra língua, e uma muito esquisita. Um pequeno glossário pra você saber o que tá comendo: “choco” é um tipo de lula, “lavagante” é um tipo de lagosta, “gamba” é camarão e “sapateira” é caranguejo. “Prego” lá é coisa boa: um sanduíche de pão com bife, mas “sande” (que também é menina) é sanduíche.  Ah, sim, e “bifana” é um ooooutro tipo de sanduíche, de pão com porco. “Bitoque” é tipo um bife a cavalo.

glossariopt_dfc

6. Em Roma como os Romanos, em Portugal coma bolinhos de bacalhau. Lá, eles se chamam “pastel de bacalhau” e são, geralmente, servidos frios, o que dá raiva. Ah, chamar aquele docinho típico de pastel de Belém é o mesmo que se referir a lâmina de barbear por “gilete”. Pastel de Belém é marca. Se quiser pedir um doce desses em qualquer birosca e não levar uma patada, é “pastel de nata” que fala.

7. Falando em doce de ovo… é incrível a quantidade de variações sobre o mesmo tema que eles conseguiram criar. Vai MUITO além do quindim, do chuvisco e dos fios de ovos. Experimente tudo (se seu colesterol estiver de boa, obviamente).

8. Quer economizar uns trocados em tempos de euro a R$ 4+? Dispense o couvert que eles saem colocando na mesa como hábito, e que geralmente é cobrado por pessoa. Depois de uns dias, você vai estar de saco cheio de tanto pão com manteiga e azeitonas (embora seja tudo foda), vai por mim.

9. Curiosamente, eles quase nunca colocam azeite e sal na mesa. Talvez por que as comidas venham NADANDO em azeite (sério, não tem economia)? Provável. Mas às vezes vale pedir. Ah, e nunca tem adoçante, os cafés vêm acompanhados de sachês de açúcar. Tem que pedir também.

10. A maioria dos restaurantes fecha às 15h e reabre por volta das 19h, para o jantar. És do tipo que almoça tarde? Pois reveja seus hábitos durante sua estadia em solo português. Ah, sim, e muito restaurante fecha aos domingos (pra isso serve o Zomato, que falei lá em cima, viu?).

11. Serve pra qualquer lugar do mundo, mas… não custa lembrar: chegando lá, compre a “Time Out” pra ficar por dentro dos eventos da semana.

12. Quer evitar viver a piada dos brasileiros que pediram “um café, por favor”, “dois”, “três” e acabaram com seis xícaras sobre a mesa? Consulte o guia da cafetaria lisboeta do Almost Locals.

Tem mais dicas? Compartilha aí nos comentários!

* A foto que abre o post é do Vitor Fernandes

ASSINATURA Liv

As chicks


Liv Brandão.
30 anos, jornalista, libriana. Fala muito e basicamente sobre séries, comida, música, moda e beleza. O que já rende um bom papo de bar, né?


Nina Ribeiro.
29 anos, publicitária, feminista. Escreve sobre moda, bebe uísque, ama gatos e come absolutamente tudo (que não seja alérgica).

Facebook By Weblizar Powered By Weblizar

Quanto vale o show?


Disclaimer

A gente é legal, mas não se responsabiliza por cardápios, preços e horários de funcionamento divulgados nesse blog. Sempre cheque as informações antes de sair de casa!

Siga também

Contato

falecom@deepfriedchicks.com.br