Looking for Something?

Rio de Janeiro: Qué Quieres?

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Depois de morar-se um tempo fora, fica-se órfã de muita coisa. E sim, eu sei o quanto é insuportável falar o tempo todo “o que eu mais sinto falta do país onde eu morei é…” Mas olha, eu sinto falta de muita coisa de NY e uma delas é, sem dúvidas, o Chipotle. Tinha um do lado da escola e outro do lado da minha casa, com comida mexicana rápida, barata e de qualidade impecável – e eu conseguia fazer pedidos ridiculamente gordos assim como ridiculamente magros. Uma maravilha, da qual eu fiquei sim, órfã.

Não havia qualquer previsão de ter alguma coisa parecida por aqui. Nem mesmo pra tirar a saudade de comida mexicana (alguém pode me apresentar um BOM restaurante mexicano no Rio?). Foi então que o diálogo mais boboca do mundo aconteceu, entre Liv e eu:

Liv: Abriu um restaurante mexicano em Ipanema com a mesma proposta do Chipotle!
Nina: Mentira? Você sabe o nome?
Liv: Qué quieres?
Nina: O nome do restaurante, você sabe?
Liv: Qué quieres?
Nina: O nome do restaurante, Liv!
Liv: É ESSE O NOME: QUE QUIERES?

Sim. True story. Aí, um outro dia, estávamos sendo lindas no salão (!) em Ipanema e a Liv falou pra gente ir lá conferir. Chegamos lá e estava vazio, ainda bem porque o lugar é bem mini. Estávamos esperando o Arnaldo da Liv chegar e aí pedimos uns nachos (R$7 só as tortilhas, R$18 com três dips) pra que eu não desfalecesse de fome. Super gostosinho, bem padrão, pra mim podia vir BEM MAIS DIPS, mas é que eu sou exagerada com molho. Os dips você escolhe na hora entre as coisas que tem disponíveis (fomos de chili, guacamole e sour cream ótimos!).

que quieres ig

foto lindamente roubada do instagram

Aí o Arnaldo chegou (grazadeus que eu já tava comendo meu braço) e fomos pedir os burritos (de R$18 a 28, dependendo da proteína e do tamanho). Funciona igual o Chipotle que é o mesmo esquema do Spoleto só que com burritos (e sem o rapaz berrando com você):
1º passo: você escolhe o tipo de tortilla (branca ou integral, nos tamanhos P ou G ou o naked que é só o recheio) e o recheio principal, que é a proteína (tem alguns tipos de carne, uns tipos de frango e um vegetariano).
2º passo: você escolhe os “recheios quentes“, que são três tipos de feijão e quatro tipos de arroz. Tem que escolher 1 arroz e 1 feijão.
3º passo: são os recheios frios e é uma infinidade de coisas. De alface, tomate à salada de manga, abacaxi com chili e jalapeño.
4º passo:recheios especiais” que você escolhe entre cheddar, sour cream e guacamole
5º passo (cansa não que na hora é bem rápido): hora dos molhos, salsa roja, pico de gallo e salsa don humberto.

"viscoso, mas gostoso" - leão, rei

“viscoso, mas gostoso” – leão, rei

Então, o moço pega aquela maravilhosidade da bagunça gastronômica, embrulha pra presente na tortilla, enrola em papel alumínio e tcharã. DELICIOSO.
Eu lembro exatamente do que eu pedi porque pedi exatamente o que eu mais gostava de pedir no Chipotle. Tortilla integral P (tamanho suficiente, a G é uma loucura), frango picante, feijão refrito (como não queria arroz, pedi pra ele colocar um pouco mais de feijão, deu certo), alface, tomate, sour cream e pico de gallo (total de R$21). Ficou com uma aparência horrorosa (o da Liv ficou lindo) mas ficou tão bom tão bom que penso em nunca mais mudar esse pedido.

Esse foi o da Liv.

Esse foi o da Liv.

E esse, o meu ¬¬

E esse, o meu ¬¬

Enquanto a gente literalmente se lambuzava toda, a atendente super simpática disse que eles entregam e estão no iFood e a gente ficou ridiculamente feliz. Ah, e pra completar tem Frozen Margaritas (R$15) e paletas mexicanas (R$8-R$10).

Nota da Liv, sobre a entrega: a área de entrega do Qué Quieres? é bem maior que a que aparece no iFood, viu, gente. A moça tinha dito que entregava no Flamengo/Catete, nossa área, e eu fiquei toda decepcionada quando vi pelo aplicativo que não. Mas como eu não sou de me dar facilmente por vencida, passei a mão no telefone, liguei e TCHARÃ. Eles entregam sim, viu? Só checar diretamente com a loja se atendem a sua área e pedir pelo telefone, como nos velhos tempos. Chega tudo impecável. Já pedi umas três vezes, e tirando a vez que esqueceram meu refrigerante, foi tudo lindo.

Rua Aníbal de Mendonça, 55 loja C, Rio de Janeiro
+55 21 35806666
Seg-Dom: 11:30 – 23:00

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Rio de Janeiro: Festa do Japão

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b1

Tem gente que não acredita, mas o Rio tem, sim, uma comunidade japonesa. E uma comunidade até grandinha, que é mais facilmente percebida por quem mora ou transita por Cosme Velho (onde fica a Associação Nikkei do Rio de Janeiro), Laranjeiras, Flamengo, Largo do Machado ou Catete.

Pois essa associação todo ano reúne a comunidade na tradicional Festa do Japão, que acontece ali no Parque do Flamengo, na altura da Rua Corrêa Dutra, e todo e qualquer carioca é bem vindo. Esse ano, a festa rola nos dias 15 de agosto, sábado, das 17h às 23h, e no dia 16, domingo, das 10h às 18h, com entrada gratuita.

Além de show de tambores japoneses, apresentação de cosplay e oficinas de origamis, ikebana e outras artes orientais, o forte do evento é, obviamente, a comida. São várias barraquinhas vendendo iguarias como o udon, bolinho de polvo e outras delicinhas.

Dica de quem esteve nos anos anteriores e aproveitou muito? Chegue cedo, leve dinheiro de papel, e já saia comprando as fichas do que quer. Vale aproveitar a oferta e os bons preços pra se arriscar em pratos diferentes do sushi e sashimi de sempre!

Rio de Janeiro: Lasai

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Eu já devo ter dito milhares de vezes por aqui que eu tenho uma família (grande, hoje somos 7) apaixonada por comida. Um dos esportes coletivos favoritos da minha gente é experimentar menus degustação por aí. Poderia dizer que é consequência de sermos apreciadores de boa e variada comida, mas na verdade acho que o que gostamos é de um jantar longo e sem dificuldades banais (como escolher UM prato no cardápio).

Por isso, quando a Liv me falou que tinha amado o Lasai, eu logo coloquei na listinha familiar. Depois de algumas tentativas frustradas de reservar, ele foi sumindo da nossa lista, até que eu herdei uma reserva da minha irmã e fomos os 7 comemorar meu aniversário.

Chegamos lá, drinkzinho no rooftop must go/must do (adoro uma espera gostosinha, viu? Já cria todo o clima da noite). Lá mesmo escolhemos que faríamos o Festival (R$215, por pessoa, sem bebida) – a casa tem duas opções de menu degustação (e só), sendo o Festival a opção completona maravilhosa que traz 14 comidinhas para cada comensal, de acordo com os ingredientes sazonais e o que tem no cardápio aquele dia.

Mas vamos logo ao que interessa que é comida pra caramba e eu ando tão prolixa, gente…

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As primeiras comidinhas a serem servidas foram as que eles chamam de Aperitivo de Mão e já chegaram causando uma impressão super boa por conta da apresentação (que não merece apenas palmas, merece o Tocantins todinho). Na foto, de cima pra baixo: Crocante de tapioca com ricota de ovelha e beterrabas (deuso), Abobrinha com berinjela e tomateCrocante de milho com brandada de pargo e rabanete. Viveram de acordo com as expectativas, com sabores e texturas lindas (por falta de melhor adjetivo).

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Ainda nos tais aperitivos de mão, seguimos com Rolinho crocante com creme de abacate e algas, que tinha absolutamente tudo para ser detestável e era bem gostoso.

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Depois, pão de queijo feito com queijo tipo serra da estrela, recheado com batata e queijo (que apenas foi o pão de queijo mais incrível que eu já comi), Tempura de ervas com língua, Bok choy com batata e baconPãozinho de fermentação natural recheado com língua desfiada (era pra ser rabada, mas estava em falta) que foi eleito o melhor prato da noite pelos hômi da mesa.

E então começaram as entradas, sim, oito “pratos” depois, começou o jantar.

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Batata doce em 3 texturas, molho da casca tostada com manteiga, provando que comida vegetariana pode ser espetacular. Me impressionou muito o uso de um mesmo ingrediente com sabores finais tão diferentes um do outro. Clap, clap.

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Gema de ovo caipira no creme de inhame com leite de coco, totalmente maravilhoso e, mais uma vez, surpreendente. Esse “bacon” aí em cima é feito com carne seca e ele vem com um pãozinho pra “molhar” na gema que ó… coidedeus.

Prontos para os pratos principais?

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Namorado, ervilha e camarão (para mim, sem camarão por motivos de alergia), levíssimo e saboroso. O peixe tinha uma consistência diferente da de filé de peixe tradicional, mas era meu aniversário e eu tava bêbada e distraída, não perguntei mais, só comi e fui feliz.

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A descrição oficial desse prato, pra mim o melhor da noite, é: “músculo com batata baroa” o que é de uma injustiça sem tamanho. Issaí é Kobe Beef, com um molho incrível e uma batata baroa ainda mais incrível (que eu não sei explicar por causa do motivo que dei no parágrafo anterior). Maravilhoso. E foi lindo ver gente na mesa que nunca tinha comido wagyu ficando tipo “quê?” com a maravilhosidade daquilo.

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Eu acho que queijo como sobremesa é o melhor hábito francês (seguido por beber vinho em todas as refeições) – já falei sobre esse meu amor aqui, e o meu jantar de aniversário não podia ter sido corado de melhor forma do que essa.

Na verdade, esse não foi exatamente o fim. A moça perguntou se a gente queria um prato de queijo (opa, claro) ou se queríamos repetir um prato. Eu fui de queijo, outros repetiram a língua. Cada um, cada um. A sobremesa em si veio em seguida e não me ganhou (nem tirei foto, apesar de serem lindas). Era Pêra, sorbet de maçã verde, farofa de amêndoas e Rabanada de fubá com sorvete de banana. Eu não suporto maçã verde, então, não gostei mesmo da primeira (mas meu pai amou, por exemplo). A rabanada era um bolo de fubá e o sorvete era até bem bom, mas pra mim fica bem abaixo dos pratos anteriores.

Obviamente, nada que tenha chegado perto de atrapalhar um jantar de aniversário incrível!! Menção honrosa mais que merecida ao atendimento impecável.

R.Conde de Irajá, 191 – Botafogo, Rio de Janeiro
+55 21 3449.1834
Terça a sábado, 1a reservar às 19h30 e última às 22h30 (atendem apenas com reserva)
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As chicks


Liv Brandão.
29 anos, jornalista, libriana (apesar de não acreditar nessas coisas). Fala basicamente sobre séries, comida, música, moda e beleza. O que já rende um bom papo de bar, né?


Nina Ribeiro.
28 anos, publicitária, feminista. Escreve sobre moda, trabalha com marketing em gastronomia, bebe uísque, ama gatos e come absolutamente tudo (que não seja alérgica).

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A gente é legal, mas não se responsabiliza por cardápios, preços e horários de funcionamento divulgados nesse blog. Sempre cheque as informações antes de sair de casa!

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