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Rio de Janeiro: Pisco Gastrobar

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Frequento o Botero com alguma… errr… frequência e gosto muito do que o bar fez pelo Mercadinho São José: a boa e velha revitalização de um espaço muito legal, mas onde antes só se servia cerveja choca e batata frita murcha. Só que o Botero fica pequeno pra todo o sucesso que ele faz, e faz falta uma alternativa na mesma vibe (já que se você foi pra um boteco comer comida de boteco, não vai ser um restaurante japonês que vai te satisfazer, ou mesmo aquela espeteria que muito promete, mas que nada cumpre). Eis que surge o Pisco Gastrobar, boteco dedicado a iguarias peruanas, inaugurado por lá nesse 28 de julho, dia da independência do Peru.

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Participei de uma degustação há duas semanas, nos preparativos finais pra abertura da casa. Apesar do sobrenome Gastrobar remeter a algo mais arrumadinho como o Lima ou a La Carioca, o charme do Pisco é justamente a pegada de boteco, a tal alternativa que faltava às noites lotadas do Botero. A cozinha fica a cargo da chef Claudia Ugás, recém-chegada do Peru, que se juntou a prima Carola Mittrany, também peruana pra abrir a casa. O menu traz petiscos sensacionais como os Tequeños, espécie de pastel sequinho nos sabores lomo saltado ou ceviche (R$ 20 ou R$ 28, a porção), ambos com um molhinho sensacional de guacamole. Sim, funciona. Não, o peixe não cozinha com o calor da fritura. É, é mágico.

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Ainda rola o ceviche clássico (R$ 35), o mix de causitas do mar (R$ 60), bolinhos feitos a base de purê de batata com: camarão empanado com molho de maracujá, camarão com molho rosé, peixe com molho oriental e salmão com molho tártaro, e os Anticuchos de filé mignon (R$ 32) marinados com molho especial e acompanhados de batatas na manteiga com milho (tem também de polvo!). Para dar “sustança”, Chaufa de mariscos, um arroz frito com shoyu, frutos do mar, ovo e especiarias, de influência oriental graças à migração chinesa para o Peru, e os Piqueo Marino Mix, os famosos tiraditos de peixe com molho de pimenta rocoto, acompanhados de ceviche, polvo ao molho de azeitonas e bolinho de batata com atum (R$ 66, serve dois). Tudo bem gostoso.

Foto roubada da Carol Zappa

Foto roubada da Carol Zappa

Outro ponto forte do cardápio são os drinks de Pisco (óbvio). Tem de tudo: com milho roxo (amo!), folha de coca (sim!) e maracujá, todos deliciosos (entre R$ 26 e R$ 29, dependendo do sabor). Enquanto não faço minha tão sonhada viagem pro Peru, fico curtindo essa onda que se instalou aqui no Rio mesmo :)

Serviço
Rua das Laranjeiras 90, Mercadinho São José
+55 21 3030-0024
De ter a sex, das 18h até o último cliente, sábado, das 12h até o último cliente
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Rio de Janeiro: Temporada

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Ainda tenho um mooooonte de post da viagem pra desovar por aqui, mas vamos falar um pouquinho de Rio também, né? Até porque esse aqui, ó, dura pouco. E vale a pena ir.

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Assim que voltei da viagem (fiquei um mês fora!), me enfiei dentro de casa pra não sair mais. Tava com saudade do meu cachorro (que passou três dias me dando gelinho), da minha cama, das minhas coisas, e até de um pouco de sossego. Mas já faz duas semanas desde que eu voltei e chegou a hora de ir reencontrando aos poucos os amigos pra matar a saudade, entregar os presentinhos e contar sobre a experiência linda que a gente teve. Sexta retrasada foi um dia desses, e resolvemos conhecer o Temporada, pop-up bar que abriu ali onde era o Azul Marinho, no Arpoador.

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Primeiro preciso falar que só por contraste o Temporada já sairia ganhando: o Azul Marinho era horroroso. Comida, decoração, higiene, tudo ali era terrível, tirando a localização, uma das melhores entre os estabelecimentos cariocas. De frente pra praia do Arpoador, sem pista com carro passando pra atrapalhar a vista. Então que resolveram fechar aquela indigência e abrir o Temporada, pra ocupar o espaço enquanto a casa não entra em reforma, em setembro. A decoração é simplérrima, coisa de quem arrancou tudo o que tinha ali dentro, fez faxina e botou só o básico, pra fazer a coisa funcionar. Chega a fazer eco.

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Mas dane-se o ambiente, que o que importa aqui é a comida do chef argentino Christian Garcia. E ela é boa demais. O couvert vem em uma porção de quatro fatias de pão quentinho com calabresa, queijo araxá e rúcula. Já começou bem. Como estávamos na pilha de pedir várias entradinhas, fomos de Bolinho de caranguejo sobre guacamole e pico de galo (R$ 29), polvo grelhado com manteiga de pimentão vermelho (R$ 34) e chips de aipim, Tartar de atum com iogurte de wasabi, também com chips, mas de baroa (R$ 45). Tudo uma DE-LÍ-CIA.

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Só que o crab cake tava tão bom, mas tão bom, que fez todo mundo mudar de ideia e resolver pedir o hambúrguer de caranguejo, que é basicamente o bolinho da entrada em formato circular, também com guacamole, enfiado num pão divino, servido de novo com as chips (cês podem achar repetitivo, mas eu amo aipim chips, então pode mandar mais). Maravilhoso.

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Além da ousadia de dividir um hambúrguer por quatro (a gente já tinha comido pra caceta, dá um desconto), o Marcelo, meu amigo amado, teve a brilhante ideia de perguntar se eles serviam separadamente o risoto de cupuaçu que acompanha um dos pratos da casa (sim, a casa tem pratos, mas esse esqueminha de fazer dela um bar de tapas involuntário nos caiu melhor). Um dos garçons, quase todos portugueses e gentilíssimos, foi até a cozinha perguntar e voltou com a resposta positiva. Ainda bem, viu, porque ô risoto gostoso. No ponto certo, com aquele sabor azedinho característico da fruta.

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Acha que acabou? Ainda pedimos um brownie da casa, quentinho, com um sorvete deuso de banana. Pra beber, a casa também oferece uma carta de drinks feita pela musa Sandra Mendes (já falei dela aqui, ó), mas dessa vez eu não pedi nenhum, porque ficamos no vinho. Mas nem sentirei vergonha por isso, porque pretendo voltar asap.

Serviço
Av. Francisco Bhering 65 – Hotel Arpoador Inn, Arpoador
+55 21 2523-0066
Seg a dom, das 7h à meia-noite.
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Rio de Janeiro: Térèze

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Nas últimas semanas, tive a sorte de ir a três lugares excepcionais gastronomicamente falando (e a um lugar péssimo, que contei aqui). Os três obviamente ganharão posts no DFC e, sem dúvida, como andamos muito elogiosas (risos) faltarão adjetivos para descrever tamanha deliciosidade e competência alimentar.

Ao Térèze eu não ia há muito tempo. Tinha ido apenas uma vez e sido mais ou menos feliz. Acontece que quando eu fico mais ou menos feliz com uma comida cara, eu simplesmente deleto ela do meu sistema. É um processo natural do meu organismo, não tenho culpa (a Liv, que frequentemente eu uso de HD externo, me chama de Dori, aquela peixe esquecida). Mas meus pais estavam hospedados lá no Hotel Santa Teresa e convidaram o hômi e eu pra jantar no restaurante de lá. Pois fomos e pude lembrar que antes de tudo o lugar é lindíssimo e pura perfeição para um jantar de casais (ou um date).

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Fiquei feliz de ver um cardápio não só cheio de novidades como totalmente apetitoso. Sabe quando dá vontade de pedir tudo? Pedimos logo duas entradas: o Duo de Ceviches (versão oriental de atum no limão siciliano e picles de pepino + ceviche peruano de cherne marinado no leite de coco com cebola roxa, R$50) maravilhosos e surpreendentes, e a Salada de Burrata de Búfala (com tapenade de azeitonas pretas, chips de aspáragos, pico de gallo e redução balsâmica, rúcula orgânica R$40), clássica e perfeita. Também bebemos um caldinho delicioso como cortesia, que eu sinceramente não me lembro do que era, mas acho de uma delicadeza sem fim.

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Para o principal, fui de Lagosta Rosada Grelhada (lagosta inteira, grelhada no sal e azeite de pimenta rosa, aspargos verdes, confit de pupunha, risoto de moqueca e molho beurre blanc, R$130). Só posso dizer que vale cada centavo. Lagosta maravilhosa, gigante, no ponto, saborosa e o risoto de moqueca é coisa de outro mundo (nota da Liv: esse risoto de moqueca é tão genial, tão maravilhoso, que eu não sei como não populariza, que ideia fantástica)!

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Os homens da mesa pediram o Leitão Rapadura (carré de leitão cozido por 12h no melaço de cana e temperos, purê de batata doce trufada e compota de cebola, R$90) que eles amaram e só de ler a descrição de novo me deu vontade de experimentar. Minha mãe foi de Tournedos de Cherne Defumado (medalhões de cherne assados no bacon defumado, caldo de bouillabaisse e legumes R$95) lindíssimo e, segundo mamain, delicioso (nota da Liv: devia ter dado uma garfada!).

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A sobremesa foi o seguinte… Eu precisava comemorar que minha alergia a nuts tinha passado recentemente (já contei isso aqui? Não? Pois passou!) e insisti em pedir os Lollipop’s (pirulitos de macarons de cacau e morango, calda de chocolate e sorvete de creme, R$35) – muita gente não sabe, mas a massa do macaron é feita de farinha de amêndoa. Ainda bem que a deliciosidade deles foi unânime na mesa, porque eu não teria com o que comparar. Hê. Mas achei gostosão (e lindos)!

R. Felício dos Santos, 15 – Santa Teresa, Rio de Janeiro
+55 21 3380.0220
Dom – Sáb 12h30 às 24h | Seg – Sex 12h30 às 15h30
e de 19h pm às 24h

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As chicks


Liv Brandão.
29 anos, jornalista, libriana (apesar de não acreditar nessas coisas). Fala basicamente sobre séries, comida, música, moda e beleza. O que já rende um bom papo de bar, né?


Nina Ribeiro.
28 anos, publicitária, feminista. Escreve sobre moda, trabalha com marketing em gastronomia, bebe uísque, ama gatos e come absolutamente tudo (que não seja alérgica).

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A gente é legal, mas não se responsabiliza por cardápios, preços e horários de funcionamento divulgados nesse blog. Sempre cheque as informações antes de sair de casa!

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