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Rio de Janeiro: Volta

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Noutro dia, o hômi aqui de casa acordou com a ideia fixa de ir a um restaurante em que pudéssemos comer um curso de pratos. Não sei como vocês são, mas por aqui ideia fixa é coisa seríssima e que deve ser realizada, dsclp. Foi ele pesquisar um restaurante com menu degustação que ainda não tínhamos ido. Depois de uma breve pesquisa e de perceber que estávamos nos encaminhando para gastar uma pequena fortuna naquela noite de sexta, nos deparamos com o Volta e seu maravilhoso menu “Uma volta pela nossa cozinha” (por R$ 130).

Antes de tudo, pedi um drink da carta super original e interessante da casa. Fiquei com vontade de experimentar vários, mas fui no Serelepe (vodca, licor de cassis, frutas vermelhas, gotas de limão siciliano e pirulito dipnlik R$28) que mesmo sem o pirulito (em falta) estava mega gostoso. Cônjuge foi de Perigosa (R$33) que é uma delícia de cerveja.

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De entrada, um caldinho de feijão delicioso (não tem no cardápio), perfeito para dar o start. Em seguida, um prato com três das muitas entradas e “pequenos bocados” da casa: canapé de tapioca com sardinha marinada (R$14, 4 un.), bolinha de queijo da Serra da Canastra (com geléia de pimenta R$18, 4 un.) e coxinha de galinha (R$14, 2 un.). Coxinha gostosíssima, bolinha de queijo de comer rezando e canapé de tapioca com sardinha intragável.

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Eu odeio ser radical assim, mas é verdade: a tapioca estava tão dura que não consegui morder ou cortar com a faca. E é aí que uma equipe bem treinada faz toda a diferença. Antes mesmo de eu falar qualquer coisa, o garçom entendeu o que havia acontecido e ofereceu para trocar a entrada. Aceitei. Então, ele trouxe o Pastel de carne de panela com milho (R$12) deu-so, e o mundo ficou bom de novo. Recheio ótimo com uma massa muito boa, sequinha. E o que é essa invólucro fofo que imita caderno de receita? Aliás, todo o restaurante tem esse cuidado com o tema de “volta às origens”, comida brasileira tradicional, casa de vó… Uma graça!

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Voltando à comida, foi a vez do Quiabo (com esfera de queijo artesanal e salsa de pimentão R$20) que eu tenho certeza de que estava gostoso e bem feito, mas é algo que eu simplesmente odeio. Comi dois dos três do prato com dificuldade, mas o Clau (que comeu os três) me garantiu que estavam muito bons mesmo.

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Para fazer festinha no meu paladar, veio a Língua (com espuma de espinafre R$30). Rapaz, que coisa gostosa. Se você tem preconceito com língua e cogitou não pedi-la, por favor, mude de ideia. Tá? Sério.

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Aí, gente, sabe aquele momento em que você acha que as coisas não podem melhorar? Meu. Deus. Do. Céu. Arraia, lentilha e cebola crocante (R$54) surpreendente, delicioso, incrível. Tão gostoso que causou um problema seríssimo: nada foi tão bom quanto depois.

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Embora muito gostosos (mesmo!), a Carne assada (com purê de abóbora, ervilha torta – fora do cardápio) e o Bacalhau (com crisp de baroa – também não vi no cardápio e não tem foto por motivos de: comi antes de dar tempo) sofreram em comparação com a arraia. Acho que a questão aqui foi unicamente a ordem, para o meu paladar, mas não chegou a ser um problema, vai Nina, sua exagerada.

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E aíííí… foi comida demais! Pra mim. O hômi não come bacalhau e despretensiosamente perguntou ao garçom se aquele era o último prato, porque ele tinha ido com a ideia fixa (olha ela de novo, minha gente) de comer a Barriga de porco (com batata doce na brasa com karo R$56) e blá blá blá o garçom maravilhoso resolveu trazer o prato – para nós dois. Estava muito gostoso (experimentei um pedaço), Clau comeu o meu e o dele.

Abrimos mão da sobremesa e, pra falar a verdade, não sei se ela estaria ou não incluída no menu degustação.

O mais legal é que, mesmo depois da “volta”, eu fiquei morrendo de vontade de voltar (opa) e experimentar ainda mais algumas coisas como o fígado, o rosbife, os ovos mimosa e, claro, os doces! Além de tudo, o atendimento foi tão lindo que merece ser prestigiado sempre.

Rua Visconde de Carandaí, 5 – Jardim Botânico
+55 21 3204 5406 / 99937-5948
segunda a quinta-feira 12:00 às 00:00 | sexta-feira e sábado 12:00 às 01:00 | domingo 12:00 às 18:00
Preço: $$$

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Rio de Janeiro: Tragga

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Lembro muito bem de quando aquela casona na esquina da Capitão Salomão entrou em obra. “É uma boate com certeza” – diziam os transeuntes daquele pedaço do Humaitá. A confusão era, não só pelo tamanho do imóvel, como também pelas paredes e tapumes pretos que o cercavam. Nada. Era o Tragga que surgia ali, tentando não fazer alarde mas já matando todo mundo de curiosidade.

Há algumas semanas, Liv e eu fomos convidadas para um jantar especial, apenas para influenciadores (não estamos podres de chiques?), para apresentar os novos pratos do cardápio. Nós duas já conhecíamos bem o cardápio do Tragga, mas tínhamos um outro tipo de experiência do restaurante. Éramos frequentadoras domingueiras para almoço de família. Sabe mesão? E ó, a gente aprendeu nesse dia que o Tragga é bem mais que isso e bem mais versátil.

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Começando por exemplo pela carta de drinks (a gente sempre vai no chope!), elaborada por Jéssica Sanchez com dois que experimentamos e simplesmente amamos: Moscow Mule (vodca, limão, ginger ale, pimenta do reino e espuma de limão siciliano) na clássica caneca de cobre que todo mundo adora fotografar, e foi o preferido da Liv, e Ginger in Bramble (gin, xarope de gengibre artesanal, limão, xarope de amora artesanal e raspas de limão siciliano) que eu amei.

A partir daí, os pratos começaram a chegar, em esquema de menu degustação (atenção! A casa não oferece esse tipo de serviço normalmente, viu?), misturando novidades e clássicos da casa, cada um harmonizado com uma diferente garrafa de vinho.

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A entrada fria chegou como um antipasto no prato: queijo de cabra e grana panados com melaço, mix de linguiças com chutney e rosbife com salada de chimichurri. Tudo delicioso, foi perfeito para iniciar a refeição. Em seguida, empanada de cordeiro, muito boa, e de camarões com alho poró que a Liv achou apimentada e bem gostosa (eu sou alérgica :().

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Em seguida, Del Gigante pero Tiquito (e esse nome fofo, gente?), com três mini sanduíches. Entre o Mini hambúrguer, Sanduíche de milanesa com aioli de chimichurri e o Choripan, foi difícil escolher o melhor, mas eu fico com a milanesa.

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Depois, começaram a ser servidos os pratos (sim, foi comida demais, vocês vão ver). O primeiro Vacio de queijo gruyére com cogumelos trufados acompanhado de risotto de aspargos e farofa especial. Vacio é um corte de carne bem gostoso.

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O segundo, Ojo de baby pork no barbecue de capim limão, cremoso de mandioca com pimenta biquinho, crocante de jámon e chips de couve foi surpreendente. É desses pratos que vale experimentar pela mistureba que funciona.

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No terceiro prato, preciso confessar, já não aguentávamos mais comer. Estava gostoso o Ragu de cordeiro com gnocchi de barros e chips de alho poró, mas mal conseguimos aproveitar.

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Afinal, ainda tinha sobremesa. Para os amantes de doce de leite (presente _o/) Mini tragga panqueque com doce de leite La Pataya e sorvete de creme, um clássico da casa. A segunda sobremesa também tinha dulce de leche delícia, mas era mais elaborada e diferente: creme brûlée de tapioca! Fez sucesso na mesa!

Estamos devendo os preços. Atualizamos assim que recebermos 😉

Rua Capitão Salomão, 74, Humaitá
+55 21 3507-2235
Segunda a Quinta, das 12:00h às 16:00h e das 19:00h à 0:00h – Sexta e Sábado, das 12:00h à 1:00h – Domingo, das 13:00h às 22:00h.
Preço: $$$

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Rio de Janeiro: Tango

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Eu sempre conto essa história: depois de morar por um ano em Ipanema, tinha chegado a hora de procurar um apartamento novo pela Zona Sul do Rio; e o único bairro que eu vetei à época foi o Flamengo. Já tinha estagiado por aqui, achava tudo meio caído, sem boas opções de restaurantes e lojas. Quis o destino, esse irônico, que eu encontrasse o apartamento perfeito justamente no dito cujo, onde eu moro há cinco anos. E há cinco anos eu acompanho feliz o surgimento de novos estabelecimentos na região Flamengo/Catete/Laranjeiras/Largo do Machado. Hoje sou completamente apaixonada e nem cogito sair do bairro pra outro canto da cidade. Sorry, criei raízes como as árvores de décadas e décadas do Aterro.

Uma das surpresas mais ou menos recentes foi o Tango, pizzaria e empanadaria (sic) na esquina da Senador Vergueiro com a Travessa dos Tamoios. De decoração fofa, com fileteados pra todo lado, trilha sonora temática e cardápio enxutíssimo, que vem impresso nos jogos americanos (uma beleza pra quem adora estudar menu e detesta ficar duelando com garçom que insiste em tirar o raio do cardápio da mesa), a casa de inspiração portenha (óbvio) tem nove sabores de empanas e oito sabores de pizza individuais, alfajores, bebidas (para carta de vinhos, peça ao garçom) e acabou. Confesso que pra uma libriana indecisa pra caceta, ter poucas opções facilita minha vida.

Outros pontos a favor? O cardápio é assinado pelo chef André Nogal, o mesmo que criou o da Forneria Santa Filomena, minha queridinha da vida (embora eu não vá lá há mais de um ano, sdds), e as mesas da calçada são dog friendly, o que é muitíssimo importante pra mim.

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Sempre peço as empanadas de Jamón y queso (R$ 6, normais, né, presunto e queijo), e a que leva o nome da casa (linguiça, provolone e chimichurri, R$ 7), assadas na lenha, honestíssimas e bem temperadas. Pra forrar o estômago, as pizzas de massa grossa à moda argentina, também com aquele gostinho bom de lenha. Meus destaques vão pra Tango (mesma cobertura da empanada homônima, R$ 29,50, do tamanho de um prato) e quatro queijos (muçarela – argh, que grafia horrível-, gorgonzola, provolone e catupiry, R$ 25,50). Sempre quis experimentar o alfajor da casa, mas nunca tem quando eu vou, uma pena.

Pra beber, Quilmes ou Norteña de litrão (R$ 24,80 – Nota da Nina: achei caríssimo, no dia em que fui tinha acabado de ver no mercado por R$9) ou jarra de sangria (R$45, jarra com 750ml), que lá leva espumante, abacaxi, morango, caju e pimenta dedo de moça. O atendimento costuma ser meio confuso, mas simpático, nada que tivesse me incomodado até agora.

Nota da Nina: O Tango tem um ambiente fofo e a pizza é gostosinha com um quê de caseira. Mas na única vez em que fui, achei as empanadas bem fracas (experimentei as mesmas citadas no post), com recheios que pareciam ter sido feitos pela manhã ou compradas prontas, o que me deixou bem chateada. Experimentei também a Saltena (R$7, carne moída, cebola, batata, pimentão, alho, páprica e ovo) que estava simplesmente ruim.

Serviço
Rua Senador Vergueiro 44, Flamengo
+ 55 21 2225-5592 e 3235-6774
Dom a qui, das 17h30 à 1h30h. Sex e sáb, das 17h30 às 3h30h
Preço: $

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As chicks


Liv Brandão.
29 anos, jornalista, libriana (apesar de não acreditar nessas coisas). Fala basicamente sobre séries, comida, música, moda e beleza. O que já rende um bom papo de bar, né?


Nina Ribeiro.
28 anos, publicitária, feminista. Escreve sobre moda, trabalha com marketing em gastronomia, bebe uísque, ama gatos e come absolutamente tudo (que não seja alérgica).

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A gente é legal, mas não se responsabiliza por cardápios, preços e horários de funcionamento divulgados nesse blog. Sempre cheque as informações antes de sair de casa!

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